cover
Tocando Agora:

Unifal-MG afirma ter respondido manifestações de servidor que denuncia assédio moral

Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal, em Alfenas A Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) afirmou que analisou ...

Unifal-MG afirma ter respondido manifestações de servidor que denuncia assédio moral
Unifal-MG afirma ter respondido manifestações de servidor que denuncia assédio moral (Foto: Reprodução)

Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal, em Alfenas A Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) afirmou que analisou e respondeu a todas as manifestações feitas por um servidor que denuncia ter sofrido assédio moral na instituição. O posicionamento foi enviado após a exibição de uma reportagem no EPTV 1, na quarta-feira (28). O caso é investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em nota assinada pelo reitor Alessandro Antonio Costa Pereira, a universidade informou que as demandas do servidor receberam os encaminhamentos pertinentes, conforme a natureza de cada manifestação e os procedimentos institucionais aplicáveis. A instituição também destacou as políticas de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação adotadas pela universidade. (leia na íntegra abaixo) O servidor, identificado como Germano Lopes, é analista de tecnologia da informação e trabalha há 17 anos na Unifal. Ele afirma que as situações que caracterizariam o assédio começaram em 2025 e continuaram em 2026. O Ministério Público do Trabalho confirmou que investiga as denúncias de assédio moral na Unifal-MG. Segundo o órgão, o procedimento está em andamento e, por isso, não é possível divulgar mais detalhes sobre o caso. LEIA TAMBÉM: Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal, em Alfenas Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal, em Alfenas Reprodução EPTV Servidor relata isolamento e diagnóstico de burnout Segundo Germano, ele procurou a direção da universidade, a reitoria e os canais administrativos da instituição para relatar os problemas, mas não recebeu o acolhimento nem as respostas que esperava. Diante da situação, decidiu procurar órgãos externos e a Justiça Federal. O analista relata que passou a ser isolado no ambiente de trabalho, com e-mails sem resposta e processos que, segundo ele, deixavam de ser encaminhados. Ele afirma que o quadro afetou a saúde mental e que recebeu diagnóstico de síndrome de burnout, confirmado por perícia médica. Atualmente, está afastado do trabalho. “Eu comecei a ser isolado, e-mails deixavam de ser respondidos, processos deixavam de ser encaminhados. Eu fui diagnosticado com Burnout. Foi muito difícil para mim”, afirmou. O servidor também disse ter recebido relatos de colegas que teriam passado por situações semelhantes. Ele defende melhorias nos protocolos da universidade para lidar com denúncias e questões relacionadas à saúde mental dos trabalhadores. O que diz a Unifal-MG Na nota enviada após a reportagem, a universidade afirmou que segue uma Política de Prevenção e Enfrentamento às Formas de Assédio e Discriminação, aprovada em 2024 pelo Conselho Universitário (Consuni). A instituição também destacou que exige a participação de servidores em atividades de capacitação sobre assédio e discriminação como requisito para progressão ou promoção funcional. Segundo a Unifal, a medida foi reconhecida pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Recomendação nº 10/2026, como uma boa prática a ser replicada por outras universidades. A universidade informou ainda que mantém o Grupo de Enfrentamento e Mobilização contra o Assédio (Gema), formado por docentes, técnicos-administrativos e estudantes. O grupo atua na prevenção, no acolhimento e na orientação de pessoas que vivenciam ou identificam possíveis situações de assédio. Para o registro formal de denúncias, a Unifal orienta que a comunidade universitária e o público em geral utilizem a Ouvidoria, por meio da plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU). De acordo com a instituição, as manifestações são analisadas e encaminhadas conforme sua natureza e os procedimentos aplicáveis, podendo resultar na apuração de responsabilidades, quando cabível. Sobre o caso específico de Germano, a Unifal declarou que todas as manifestações recebidas foram analisadas e respondidas, com os encaminhamentos pertinentes. A universidade reafirmou o compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e livre de assédio e discriminação. Sindicato aponta aumento de relatos de assédio Em nota, o sindicato dos docentes da Unifal informou que sempre recebe queixas de assédio, mas que houve aumento dos relatos nos últimos três anos. Entre as principais reclamações mencionadas pela entidade estão excessos no exercício de funções de chefia e falhas no contraditório em processos administrativos. O sindicato também citou casos de vícios processuais apontados pela Controladoria-Geral da União. A entidade afirmou ainda que são frequentes as queixas relacionadas à atenção à saúde dos trabalhadores. Segundo o sindicato, o departamento jurídico analisa as denúncias recebidas para avaliar a possibilidade de adoção de medidas judiciais em outros casos. Ministério Público do Trabalho investiga denúncia de assédio moral na Unifal Veja a nota da UNIFAL-MG na íntegra: "Em relação à matéria jornalística veiculada em 28 de outubro de 2026 no Jornal EPTV 1, sobre alegações de assédio moral na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), apresenta-se os seguintes esclarecimentos: Política institucional: A Universidade orienta suas ações com base na Política de Prevenção e Enfrentamento às Formas de Assédio e Discriminação, aprovada pela Resolução nº 84/2024 do Conselho Universitário (CONSUNI), que estabelece diretrizes para a prevenção e o enfrentamento dessas práticas. Link de acesso: https://unif.al/ixj9l Boas Práticas Reconhecidas pelo MPF: na UNIFAL-MG há a obrigatoriedade de participação em atividades de capacitação sobre assédio e discriminação como requisito para a progressão e/ou promoção funcional de servidores. Essa medida foi reconhecida pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Recomendação nº 10/2026, como boa prática a ser replicada por outras universidades, evidenciando a relevância das ações preventivas desenvolvidas pela UNIFAL-MG. Acolhimento e orientação: a UNIFAL-MG também conta com o Grupo de Enfrentamento e Mobilização contra o Assédio (Gema), composto por docentes, técnico-administrativos e discentes, que atua na prevenção, no acolhimento e na orientação de pessoas que vivenciam ou identificam possíveis situações de assédio. Canal de denúncias: Para o registro formal de denúncias, a comunidade universitária e o público em geral podem utilizar a Ouvidoria da UNIFAL-MG, por meio da Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU). As manifestações recebidas são analisadas e encaminhadas conforme sua natureza e os procedimentos institucionais aplicáveis, podendo resultar, quando cabível, na adoção de medidas de apuração de responsabilidades. Link de acesso: https://unif.al/zuz3e Alegações do servidor entrevistado na matéria: Quanto às alegações relacionadas ao servidor mencionado na matéria, a UNIFAL-MG informa que todas as manifestações recebidas foram devidamente analisadas e respondidas, com os encaminhamentos pertinentes, conforme a natureza de cada demanda e os procedimentos institucionais aplicáveis. A UNIFAL-MG reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente seguro, respeitoso e livre de assédio e discriminação, mantendo ações de prevenção, canais para denúncia e procedimentos para a análise das manifestações recebidas, com observância da legislação, da confidencialidade cabível e dos direitos de todas as pessoas envolvidas." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas